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	<title>Universo Para Lego</title>
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		<title>Universo Para Lego</title>
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		<title>Cinco dias, três amigos e uma Paris</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 23:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Nunca, na vida, me senti tão sem palavras quanto agora, que tenho vontade de falar sobre Paris. Sempre foi um sonho. Eu era aquela menina que chorava com filmes, revistas, fotografias e músicas feitos na ou a respeito da Cidade Luz. Eu era a que pensava que talvez um dia, num futuro distante, eu conseguiria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=952&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Nunca, na vida, me senti tão sem palavras quanto agora, que tenho vontade de falar sobre Paris. Sempre foi um sonho. Eu era aquela menina que chorava com filmes, revistas, fotografias e músicas feitos na ou a respeito da Cidade Luz. Eu era a que pensava que talvez um dia, num futuro distante, eu conseguiria ir até lá. Mas quando a gente pensa em futuro distante, é meio inevitável pensar também em impossibilidades. Vai que nunca dá certo? </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Aí eu vim para Dublin, onde estou, aliás, há sete incríveis meses. E estar aqui é um grande passo para poder ir a outros lugares da Europa. Mas Paris continuava, ainda, como um plano futuro. Bem futuro. Até um belo dia em dezembro, quando um grande amigo me contou que a Torre Eiffel ficaria fechada por um ano, a partir de fevereiro, para reforma. Outra amiga minha, que estava comigo, me disse: Então vamos agora! Outro amigo, o melhor que tenho aqui, por sinal, quis ir também. No mesmo dia, compramos as passagens. E o embarque seria em 21 dias.</span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A sensação que antecedeu a viagem foi a de que era mentira aquilo tudo. Até que chegou o dia anterior ao embarque, que passei arrumando malas, ainda incrédula, e sem dormir um minuto sequer. </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Eu, Fernando e Kris fomos ao aeroporto ainda de madrugada, já que nosso voo sairia às 6 horas e precisaríamos fazer o check in pelo menos duas horas antes. No aeroporto, a espera foi longa, com aquela sensação de eternidade que antecede um momento tão esperado. Aquelas duas horas pareceram dias. E quem me ajudou a não ver o tempo passar foi Fernando, que tagarelava suas peripécias de criança, me fazendo rir, como de costume. </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Depois do desembarque, já em Paris, eu ainda tinha a estranha sensação de não estar lá. Foi apenas passando pela imigração, depois de carimbarem meu passaporte e de ouvir meu primeiro “bonjour” que pensei: “Meu Deus, eu estou aqui, realmente”.</span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">O transfer do aeroporto até o centro de Paris demorou outra longa hora. Ao chegar, olhei para os lados, tentando, em vão, reconhecer alguma coisa. Os prédios beges, as ruas com mãos não inglesas, me fazendo redobrar a atenção, um sol tímido, mas presente, a delícia de prestar atenção ao redor e ouvir pessoas falando em francês, língua que considero magnífica. Sem contar na sensação de andar por uma rua totalmente desconhecida, nova, diferente. </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Procuramos uma estação de metrô por perto e começamos a andar. De repente, ao fundo, Arco do Triunfo. E estávamos na </span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Champs</span></span><span style="color:#222222;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">-</span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Élysées. Comecei a cantarolar “Aux Champs-Élysées” mentalmente. Lá, tirei as primeiras fotografias.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Foi difícil descobrir, na primeira vez, como funcionavam os metrôs em Paris. Chegamos a comprar bilhetes errados, inclusive, válidos para finais de semana. Era uma euforia grande, que eu sentia em nós três. Depois, finalmente, conseguimos nos localizar e Fer foi muito útil nessa hora, já que eu e Kris somos meio perdidas com relação a mapas e direções. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A primeira parada foi em um hotel, onde deveríamos fazer o check in para o apartamento que alugamos. E só poderíamos ir para o apartamento depois das 16 horas. Ou seja, tínhamos quase três horas de espera. Almoçamos no McDonald&#8217;s, que, não adianta, acaba sendo a opção mais prática e barata quando você está em um lugar diferente. Lá, fiquei observando aqueles jovens franceses conversando, rindo e comendo. Tudo parecia incrível. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Depois, resolvemos ir até nosso apartamento, mesmo sem ser o horário ainda. Montmartre. O bairro que eu mais queria conhecer. O bairro que eu sabia que era incrível, alternativo, cheio de poesia e lugares incríveis. Não demoramos para encontrar o endereço. Vale lembrar que em Paris as ruas são estranhas e têm, geralmente, números iguais. O prédio que procurávamos era de número oito, então, quando achamos a rua e o número oito, fomos logo tentando abrir o portão. Sem sucesso. Por sorte, alguém nos avisou que deveria ser o outro número oito, logo ali, um pouquinho mais para frente. Bingo. Quando iríamos entrar, uma senhora tentava fazer o mesmo. Ela nos ajudou e falou que estava indo lá para limpar o apartamento, mas que poderíamos subir com ela, sem problemas. O problema, aliás, foi que ela não falava nada em inglês e nós, nada em francês. Então era aquela comunicação estranha e engraçada. Ela nos dizia coisas em francês, fazia mímicas e nós respondíamos em inglês, com mímicas também.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Sétimo e último andar. O lugar era pequeno, mas extremamente aconchegante. A porta de entrada dava para um pequeno corredor. A primeira porta, à esquerda, era a do banheiro. Um banheiro tipicamente francês, embora eu não faça ideia de como são banheiros tipicamente franceses, mas aquele era. E tinha banheira. Depois, uma cozinha normal, com geladeira, armários, fogão, micro-ondas e louça. Perfeito. O quarto/sala era composto por uma beliche, uma cama de solteiro, quatro cadeiras, uma mesa pequena e duas mesinhas ao lado da cama. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Assim que abri as janelas da sacada, tive um pequeno faniquito ao ver a imponente e gigantesca Sacre Coeur. Me senti como a Carrie, no penúltimo episódio da última temporada de Sex and the City, que chega a Paris e, quando sai na sacada, grita de emoção ao avistar a Torre. Só que com menos glamour, é claro, mas eu nunca fui ligada a glamour mesmo, então, simplesmente aproveitei aquela sensação de alegria, que, a todo momento, me fazia acreditar mais e mais que, sim, eu estava em Paris.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Nós três estávamos muito cansados. Muito.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A senhora que nos acompanhou até lá se ofereceu para ir ao mercado com a Kris. Fer deitou e eu fui tomar um banho. Ah, que sensação incrível foi aquele primeiro banho!</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Saí renovada, embora morrendo de sono e com a sensação de que tinha um quilo de areia nos meus olhos. Fer, enquanto isso, já tinha pegado no sono. E eu resolvi deitar um pouco, enquanto a Kris não voltava. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Ela também tomou um banho depois e fui com ela até o mercado. Lá, comprei energético, água, refrigerante e vinho. O energético foi para tomar na hora mesmo, já que ainda era cedo e seria desperdício ficar em casa dormindo. A primeira compra num restaurante em Montmartre a gente nunca esquece. Vale lembrar que o vinho era muito barato, cerca de </span></span><span style="color:#222222;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">€</span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"> 1,70. Perfeito.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Voltamos para casa e acordei o Fer, para ver se ele queria ir conosco ver a Torre. Disse que não, estava muito cansado.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Fomos, então, até ela. O mapa do metrô começou a se tornar fácil e logo descobrimos o melhor jeito de chegar até a estação Trocadèro que, segundo Daniel, meu amigo que tinha ido a Paris na semana anterior, era a melhor estação para descer “porque você não vê a torre logo de cara, você anda e, de repente, ela surge na sua frente”, disse ele. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">E foi exatamente assim que aconteceu.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Saímos da estação e fomos andando ao lado de um grande museu, ao nosso lado esquerdo. O museu eventualmente acaba e, de frente para ele, há uma praça. Quando viramos à esquerda, em direção a essa praça, pudemos ver a torre iluminada e imponente, ao fundo. A sensação de ver a torre pela primeira vez é algo indescritível. Eu me senti como uma garotinha de 10 anos a se descobrir apaixonada, pela primeira vez na vida, pelo menino mais engraçado da escola. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Quis chorar e sorrir e, não sabendo qual dos dois escolher, chorei e sorri. Ao mesmo tempo.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A caminhada até ela foi mágica. Era incrível descobri-la ainda maior e mais bonita, à medida em que o espaço entre mim e ela diminuía consideravelmente. No meio do caminho, um carrossel iluminado, lindo. E ali eu senti, finalmente, o poder que tem um sonho, quando realizado. Consegui também, de uma maneira bem estranha, lembrar de todas as vezes que chorei por querer estar ali, de todos os sonhos que tive, os filmes que vi, os livros que li, os artistas que estudei. Foi como vencer um grande concurso, sendo que, neste caso, percebi que eu sou a minha maior concorrente na corrida para alcançar alguns objetivos e realizar sonhos. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Era noite e fazia frio. Nada, porém, tinha importância depois que, embaixo dela, sentamos em um banco e ficamos em silêncio, apenas olhando aquilo tudo, por mais de duas horas. “Eu poderia ficar aqui para sempre”, falei. “Me too”, respondeu Kris.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">De volta à nossa casa (porque eu gostei de chamar de minha casa e foi assim que me referi ao apartamento durante todo o tempo em que estive lá), acordamos o Fer, comemos alguma coisa, bebemos vinho, conversamos e dormimos. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">No dia seguinte, acordei cansada, com sono acumulado e sentindo que aquelas seis horas dormidas foram pouco. Mas eu estava em Paris! Quem liga para o cansaço quando se está em Paris? Ninguém.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A primeira parada foi a Torre, de novo. Dessa vez, iríamos subir. Fer, quando teve a mesma surpresa que a gente na noite anterior, ficou bobo. Ao contrário de mim, ele nunca tinha sonhado em ir a Paris, nunca tinha se imaginado lá. E estar lá, acredito, para ele foi tão mágico como para mim, ainda que pelos motivos opostos. Aí eu percebi que Paris tem isso de encantar desde a sonhadora boba até o menino que nem se imaginava lá. Bingo.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A fila para a compra de ingressos foi deliciosa. Não demorou tanto e só me fazia pensar, com mais calma, que em breve eu veria a minha Paris lá de cima. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Ingressos comprados, fila de entrada, fila para esperar o elevador. E meu coração batendo rápido, como se eu tivesse acabado de competir na São Silvestre.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A chegada ao primeiro andar é uma coisa mágica. De repente, você vê, do alto, aquelas ruas todas, os jardins, os prédios tipicamente franceses em seus tons de bege, o Sena, as pessoas pequeninas, quando vistas de cima. Achei que iria chorar, mas não consegui. Meu rosto, naquele momento, só conseguia pensar em sorrir. E foi o que fiz. Sorri. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">A vista de Paris, do alto da torre, merece nada menos do que contemplação. Ali, fiquei pensando na minha vida, nos meus sonhos, nas pessoas que mais amo. E era uma delícia ter comigo duas delas. Fer parecia um menino, cheio de graça e sorrisos. Kris estava eufórica, filmando e fotografando cada detalhe. E eu estava ali, quase flutuando, com uma sensação de plenitude, de felicidade maciça, dessas que a gente sente que pode pegar e morder, como se fosse uma maçã vermelha e suculenta. E foi o que fiz: mordi aquele momento, fechei os olhos para sentir bem o gosto, engoli e comecei a digerir sem, porém, me sentir saciada. Eu queria mais. Paris desperta a gula. E gula, em Paris, não é pecado, é consequência.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">O segundo andar deixa tudo menor, quando se vê de cima, e, ao mesmo tempo, faz tudo ficar ainda mais grandioso. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Meu passeio pela torre me fez ter vontade de voar. E foi o que fiz, com os olhos fechados e meu coração disparado. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Depois de descer, ficamos sentados em um banco aos pés da torre. Tudo parecia incrível. Eu nunca havia sentido aquilo antes. Eu me sentia drogada. Drogada por consumir aquele ar gelado, de baixo do céu cinza e ao lado de pessoas que amo demais. Incrível.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Próxima parada: Père Lachaise. Paris tem uma mania estranha de sempre espantar, quando o assunto é tamanho. Aquele cemitério ocupa milhões de quadras, é impossível se achar lá sem mapa, então tive que comprar um. O tempo estava super nublado, caía uma garoa fina e nós estávamos cansados. Então visitamos os dois túmulos que eu mais queria: </span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Héloïse e Abélard</span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"> e Jim Morrison. No túmulo do Jim eu fiquei um bom tempo, cantarolando músicas mentalmente e pensando no meu irmão, que me educou musicalmente. Foi terapêutico.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Famintos que estávamos, fomos comer em um restaurante oriental que havia ali perto, com preços bacanas e uma comida sensacional. Depois, mercado, mais vinho e casa.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Nessa noite, coisas incríveis aconteceram. Uma delas foi um grito que eu dei, com todas as minhas forças, da sacada: Paris, eu tou bêbadaaaaaaaaa! </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Lá, adquiri um ritual que me fez muito bem: todos os dias, pela manhã, eu tomava café na sacada e dizia: Bonjour, Paris. Na quarta-feira, foi a melhor coisa do mundo dizer isso.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Começamos o dia visitando a Sacre Coeur, pertinho de casa. A igreja é, realmente, gigante. A vista interna é uma coisa que desejo a todos que visitarem Paris. Como sempre, fiz um pedido. Uma vez me ensinaram que, quando você entra em uma igreja nova, deve fazer um pedido. E faço isso desde então. Curiosamente, lembrei de quando estive em Guarapuava, no começo de 2011, e pedi, em uma igreja, para que meu intercâmbio desse certo e para que eu conhecesse Paris, um dia. Sorri.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Na saída, queríamos ir até o Les Deux Moulin, famoso café do filme Amélie Poulain. O caminho até o café foi uma delícia, pois descobrimos um Montmartre lindo demais, com feirinhas de rua, galerias de arte, grafites incríveis em muitas paredes, casas e edifícios encantadores. Lá, conversamos com dois lixeiros. Eles nos perguntaram se estávamos gostando de Paris. Dissemos que sim, que era uma cidade encantadora e então, um deles simplesmente tirou, de dentro de um saco, duas torres em miniatura e entregou uma para Kris e uma para mim, como presente. Melhor, impossível. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Eu estava explicando ao Fer como era o café que estávamos procurando. De repente, disse a ele: É um café tipo aquele ali, ó, Fer, de esquina, com uma fachada assim&#8230; Por sinal, acho que é bem esse. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">E era.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Entramos, sentamos, fomos atendidos por um garçom muito simpático e pedimos um café. O lugar continua igual ao do filme, faltando apenas a tabacaria da hipocondríaca Georgette. De resto, a mesma decoração, o mesmo relógio, o mesmo balcão. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Eu não podia deixar de ir ao banheiro, cena do orgasmo devastador de Georgette. Quando entrei no banheiro, quase gritei ao ver alguns objetos do filme ali, em exposição, incluindo as fotos da viagem do duende pelo mundo. Se eu já estava feliz, ver tudo aquilo e me sentir um pouco dentro de um dos meus filmes favoritos só fez aumentar aquela sensação deliciosa de plenitude, de felicidade e de realização.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Fer ainda me ajudou e roubou o cardápio do café para mim. Melhor souvenir, impossível.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Depois, uma passada em frente ao Moulin Rouge, só pra ver como é e tal e coisa e coisa e tal. O destino mais esperado do dia era o Louvre. E lá, compramos os ingressos sem fila alguma. Idem para entrar. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Descrever a grandiosidade daquele lugar requer palavras que ainda desconheço. Fer foi o que ficou mais encantado com aquela imensidão toda. E, de fato, é incrível demais. Cada exposição parece ser interminável. Corredores longos e altos. Muita gente. Começamos com exposições egípcias, depois gregas e renascentistas. Vale lembrar que aquele museu requer dias para que a visitação seja feita por completa. Monalisa é minúscula. E mágica. Mas a minha favorita ainda é a Vênus de Milo, que contemplei encantada, como uma criança diante de uma piscina de marshmallow.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Um dos grandes prazeres do Louvre está do lado de fora. O dia estava ensolarado e bonito, com aquele frio que chega a ser gostoso, até. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Saindo do Louvre pela pirâmide, você se depara com um jardim muito charmoso, onde cadeiras estão disponíveis ao redor de uma grande fonte, àqueles que querem sentar por ali, relaxar, ler, dormir, conversar. E foi o que fizemos. Kris aproveitou e tirou uma soneca enquanto eu fiquei conversando com Fer e tentando absorver aquela sensação toda. Não sei quanto tempo ficamos ali. Algo entre 30 minutos e a eternidade.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Notre Dame e seu estilo sombrio. A música que tocava me deu uma paz muito grande. O pedido que fiz foi o mesmo da Sacre Coeur. E de uma maneira torta, eu tinha o que havia pedido ali, comigo, naquele momento e em todos os outros&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">O Louvre merece ser visto à noite, assim como a Torre, e foi para lá que fomos quando anoiteceu. O ingresso do museu é válido para todo o dia. E precisávamos ir ao banheiro. “Fer, vamos ali no Louvre fazer xixi?” foi a frase que eu disse rindo, ao entrar.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Na sexta-feira, Kris foi para Versailles e eu fui passear com Fer pela Champs-Élysées de novo, para ver o Arco do Triunfo melhor. No metrô, havia um senhor tocando sanfona. Quase chorei. Na Champs-Élysées, ficamos caminhando e conversando, como sempre. O tempo passou rápido demais nesse dia e, quando nos demos conta, teríamos que ir aos Jardins de Luxemburgo, onde combinamos de encontrar a Kris.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Ao chegar nos jardins, fiquei feliz ao ver as boas e velhas cadeirinhas, à disposição de quem quisesse sentar e contemplar a vista. Ventava demais nesse dia, mas tivemos sorte de ter a companhia do sol de novo. Kris chegou, passeamos por ali e fomos até a casa de Alice, amiga de Daniel, porque ele esqueceu algumas coisas lá e fomos buscá-las. Alice é uma francesa linda que fala português. Nos apaixonamos por ela, como tinha que ser.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">E nesse dia, comecei a sentir algo muito estranho, quase ruim. Eu tinha vontade de chorar, de gritar, de ligar para a minha mãe e falar que iria morar em Paris para sempre. E, não podendo fazer nada disso, emudeci. Por um bom tempo.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Às vezes é bom ficar em silêncio total, para que possamos organizar melhor nossos pensamentos.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Nosso último dia na cidade dos meus sonhos estava acabando e eu não tinha o direito de estar triste. Não tinha.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Fomos nos despedir da torre e, enquanto eu passava por de baixo dela, ainda meio tristonha, começou a tocar Somewhere Over the Rainbow, na versão lindíssima de Israel Kamakawiwo&#8217;ole. Nunca, na minha vida, uma música me fez tão bem. E parece que todo aquele sentimento ruim foi tirado de mim com as mãos. Passou. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Kris foi encontrar uma amiga e eu fiquei com o Fer mais um bom tempo, sentados aos pés da minha tão amada torre. Fer viu que eu estava meio triste e começou a fazer palhaçadas e me contar coisas de sua vida, do seu antigo emprego, dos seus amigos&#8230; Dei tanta risada que saí de lá me sentindo mais leve. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">No caminho do metrô, eu ia olhando freneticamente para trás. Fer me falou “É só um tchau, Dai”. Pensei comigo que eu sou o tipo de pessoa que olha pra trás. E sempre serei. E aí olhei de novo. E de novo. E de novo. Até ter que virar uma rua e não poder olhar mais. Prometi que voltarei para lá muito em breve.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Em casa, depois que a Kris chegou, ficamos os três conversando até umas 2 horas da madrugada, falando sobre relacionamentos, amor, amizade. Conversas de viagens são sempre as melhores.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Em Dublin, estávamos todos estranhos. Eu ainda estou estranha e já faz uma semana que voltamos.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Fer me disse que ir a Paris fez ele entender que nada é impossível. Eu ainda não sei verbalizar o que houve e o que mudou em mim. Só sei que algo mudou e mudou para sempre. Desde Paris, todos os dias, eu sorrio ao ver a minha tatuagem no espelho. Desde Paris, eu tenho pensado em coisas que não pensava antes. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;">Minha irmã me mandou um e-mail essa semana com uma frase do Oscar Wilde que diz “</span></span><span style="color:#222222;"><span style="font-family:'times new roman', 'new york', times, serif;"><span style="font-size:small;">Só duas tragédias na vida: a de satisfazermos nossos desejos, a outra a de não satisfazermos.&#8221;</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">De repente, é isso. De repente, não sei.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">Depois de Paris, que era meu sonho maior, eu não sei ao certo o que sonhar. E, ao mesmo tempo, borbulham em mim novas ideias e desejos. </span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">Depois de Paris, eu deixei de esperar que sonhos se realizem. Agora eu sei que eles, de fato, acontecem. E quando a gente toma consciência disso, é impossível voltar a ser a pessoa que se era antes. </span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">Obrigada, Fer. Obrigada, Kris.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">Eu amo vocês tanto quanto amo Paris. E foi ótimo tê-los comigo em alguns dos que foram, sem dúvida, os dias mais mágicos da minha vida.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2012/01/dscn7807.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-953" title="DSCN7807" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2012/01/dscn7807.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">(Daiana Geremias)</span></span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/universoparalego.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/universoparalego.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/universoparalego.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/universoparalego.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/universoparalego.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/universoparalego.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/universoparalego.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/universoparalego.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/universoparalego.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/universoparalego.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/universoparalego.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/universoparalego.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/universoparalego.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/universoparalego.wordpress.com/952/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=952&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>2011</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/12/23/2011/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 19:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Então é natal e o que você fez? Eu comecei o ano em Itu, em São Paulo. Amigos reunidos, calor, verão, piscina, alegria. Depois, Ponta Grossa. Eu, mãe e vó. Festas, almoços de domingo, família. Amigos, Curitiba, churrascos, formaturas. Depois o sonho. Aquele maior da vida. Ir embora. E, no dia 4 de junho, embarquei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=949&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Então é natal e o que você fez?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Eu comecei o ano em Itu, em São Paulo. Amigos reunidos, calor, verão, piscina, alegria. Depois, Ponta Grossa. Eu, mãe e vó. Festas, almoços de domingo, família. Amigos, Curitiba, churrascos, formaturas.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Depois o sonho. Aquele maior da vida. Ir embora. E, no dia 4 de junho, embarquei para a Irlanda. Dublin. Europa.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Malas extraviadas, desespero, inglês péssimo, pessoas estranhas, frio, gente fazendo sexo no meio da rua, hostel ruim, saudade.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Gabriel, parques, jardins, ruas, castelos. Tudo novo. Medo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Fernando, Leonardo, Ademir. Casa nova. Alegria. Truco. Comida caseira. Tesco. Lidl. Ítalo, Hellen. Festa, Guinness, aulas. Vandré. Quebra de recorde mundial de maior número de pessoas vestidas de Wally ao mesmo tempo. Daniel. Brigas. Dividir quarto. Parada Gay. VTM. Mão inglesa. Aniversário. Festa surpresa. Sushi. Kris. Churrasco. Post it. Saudade de casa. Skype. E-mails. Belfast. Dun Laoghaire, Howth, Malahide. Pedido de casamento.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Luto.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Londres. Paul. Ringo. Big Ben. Tower Bridge. Emer. Underground. Troca da Guarda. London Eye. Ryanair.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Baladas. Dicey&#8217;s Garden. Temple Bar. Auld Dubliner. The Dragon. França, Líbia, Romênia, Irlanda, Lituânia, Brasil. Halloween. Bruno Mars. Rihanna. Coldplay. Ryan Sheridan. Paloma Faith.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Phoenix Park. Gay Prom. Despedidas. Sueca. Amanda. Douglas. Júnior. Diego. Dieguinho.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Piadas. Risos. Almoços de domingo. Choro. Briga. Verdade ou desafio.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Patinação no gelo. Neve!</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Passagens para Paris. E Liverpool.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Compras de natal. Amigo secreto. Forever 21. Cartões postais. Reeducação alimentar. Nove quilos a menos. Cabelo curto.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Vani.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Saudade. Ciúme. Paixão. Alegria. Angústia. Adrenalina.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Vontade de ficar mais um ano. Vontade de voltar para o Brasil amanhã.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Amo essa cidade. Amo cada pessoa que conheci por aqui. Amo cada momento, alegre ou triste.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E, de repente, natal é isso. É amor mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">No último dia 25 de dezembro, eu não fazia ideia de que estaria em Dublin este ano, com pessoas que ainda nem conhecia e com as quais me sinto tão em família.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Eu sabia que era bom realizar sonhos, só não fazia ideia do quanto a gente cresce, muda e aprende depois de alcançar um objetivo. Que 2012 tenha, portanto, muitos objetivos a serem alcançados. Muito riso, muita lágrima, muito amor, muito abraço. O resto não importa.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">(Daiana Geremias)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/universoparalego.wordpress.com/949/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/universoparalego.wordpress.com/949/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/universoparalego.wordpress.com/949/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/universoparalego.wordpress.com/949/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/universoparalego.wordpress.com/949/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/universoparalego.wordpress.com/949/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/universoparalego.wordpress.com/949/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/universoparalego.wordpress.com/949/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/universoparalego.wordpress.com/949/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/universoparalego.wordpress.com/949/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/universoparalego.wordpress.com/949/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/universoparalego.wordpress.com/949/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/universoparalego.wordpress.com/949/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/universoparalego.wordpress.com/949/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=949&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Daiana Geremias</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Humana(mente)</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/11/19/humanamente/</link>
		<comments>http://universoparalego.wordpress.com/2011/11/19/humanamente/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 17:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já passou por uma necessidade imensa de conversar com alguém e não ter a pessoa ideal por perto? Já passou? Você já sentiu um aperto no peito, desses que fazem andar de um lado para o outro, como se fosse um soldadinho de chumbo em tempo integral? Já sentiu? Você já quis fazer uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=943&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já passou por uma necessidade imensa de conversar com alguém e não ter a pessoa ideal por perto? Já passou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já sentiu um aperto no peito, desses que fazem andar de um lado para o outro, como se fosse um soldadinho de chumbo em tempo integral? Já sentiu?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já quis fazer uma grande e impossível loucura? Já quis?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já experimentou aquele tipo de frio na barriga que faz sorrir sem mostrar os dentes? Já experimentou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já fugiu pelo mundo, sem rumo, sem metas, sem malas, sem bagagem? Já fugiu?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já viveu um amor impossível, uma paixão avassaladora, que te arrepia da ponta dos pés à cabeça? Já viveu?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já ficou meia hora, caindo de sono, olhando a pessoa ao seu lado dormir e não pensando em nada mais bonito? Já ficou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já teve medo de amar a quem não se deve, já teve medo de sentir de novo o amor, pela pessoa errada? Já teve?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já fez poesia, já fez letra de música, já fez charme, já fez bolo de cenoura com cobertura de chocolate por estar apaixonado? Já fez?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já olhou pela janela, com o pensamento longe, sem perceber o tempo passar? Já olhou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já pensou nos nomes dos seus filhos, na cor dos cabelos, na sua roupa de casamento? Já pensou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já ouviu a música mais bonita e chorou ao lembrar de alguém? Já ouviu? Já chorou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já andou sem rumo, com o pensamento a mil, mente cheia e coração vazio? Já andou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já deitou a cabeça no travesseiro e perdeu o sono de tanto pensar em alguém? Já deitou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já usou seu melhor perfume, seu melhor vestido, o melhor terno, o melhor batom, só para ficar em casa e se sentir bem? Já usou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já imaginou o quão vazia seria a vida, sem isso tudo, sem amor, sem tesão, sem adrenalina, sem paixão, sem serotonina? Já imaginou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Você já parou de reclamar do destino, de chorar o leite derramado, de dizer que tudo dá errado? Já parou?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Então pare. A vida bate à porta apenas uma vez. Deixe que ela entre, que bagunce, que esparrame, que tire tudo do lugar, que encante, que apaixone, que recomece. Ou então é tempo desperdiçado, sem emoção, sem aprendizado. Sem tesão nem significado.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Faz sentido viver sem sentir-se vivo? Faz sentido?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Vida sem angústia é tempo latente. É quando você sabe que vive, mas vivo não se sente.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">(Daiana Geremias)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/universoparalego.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/universoparalego.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/universoparalego.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/universoparalego.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/universoparalego.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/universoparalego.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/universoparalego.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/universoparalego.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/universoparalego.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/universoparalego.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/universoparalego.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/universoparalego.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/universoparalego.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/universoparalego.wordpress.com/943/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=943&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Daiana Geremias</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Regime de crônicas &#8211; Parte 5 &#8211; Uma maldição chamada TPM</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/11/07/regime-de-cronicas-parte-5-uma-maldicao-chamada-tpm/</link>
		<comments>http://universoparalego.wordpress.com/2011/11/07/regime-de-cronicas-parte-5-uma-maldicao-chamada-tpm/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 18:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Fazer reeducação alimentar cansa, enche o saco e não é sempre uma poesia. Taí outra coisa que aprendi nos últimos tempos. Estou na sexta semana da bagaça. E já não tenho saco para variar meu cardápio. Morro de preguiça de ir ao mercado e tenho vontade de chorar quando penso em comer uma fruta. Porque [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=939&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Fazer reeducação alimentar cansa, enche o saco e não é sempre uma poesia. Taí outra coisa que aprendi nos últimos tempos. Estou na sexta semana da bagaça. E já não tenho saco para variar meu cardápio. Morro de preguiça de ir ao mercado e tenho vontade de chorar quando penso em comer uma fruta. Porque é difícil comer fruta. Eis uma estranha verdade. A gente pode passar uma hora preparando uma pizza de queijo, bacon e rúcula, mas descascar uma maçã quase dói. Juro.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E, com o passar do tempo, as tentações estão aumentando. É engraçado como as pessoas têm esse sentimento quase fúnebre por quem faz dieta. Eles nos oferecem comida de uma maneira diferente. Às vezes eu me sinto dentro de um cativeiro pelos olhares que recebo, como se eu estivesse sangrando em uma cama enferrujada.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Não, meus amigos, fazer dieta não dói. Cansa e é chato, mas não dói. Dor não é a palavra. A frase que mais tenho ouvido é “mas só hoje, só um pouquinho, só um pedaço”. Se eu tivesse aceitado todas as “oferendas” já não estaria na dieta há tempos. E agora vem a confissão: comi pizza. Os meninos aqui de casa fizeram pizzas no sábado à noite. Foi impossível recusar. E eu comi, inclusive, sem culpa. Sabia que estava já há seis semanas sem nada do gênero e que aquilo não colocaria tudo a perder, contanto que eu continuasse a dieta no dia seguinte, como se nada tivesse acontecido.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Ontem fizeram cural. Não aceitei. E ficam chateados comigo por não comer. Poxa, gente, dizer não é um sacrifício tão grande&#8230; Dizer não e ter que argumentar é pior ainda. O Fernando me veio com uma carinha de gato desmamado: “Dai, só um pedacinho”. Do quê? De croissant recheado com Nutella. Mordisquei uma micro ponta daquilo e quase tive um faniquito. Estava quentinho, crocante&#8230; Aí ele completou: “Isso não vai mudar em nada a sua vida, come!”. Mas fiquei só naquele pequeno pedaço mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E agora eu estou de TPM. Minha vontade é nadar em uma piscina de nutella com morango e chantilly. Mas não. Lá vou eu para a boa e velha barrinha de cereal.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Tenho saído, aqui em Dublin. Muito, por sinal. Semana passada, saí no sábado de Halloween, no domingo, na segunda-feira, na quinta-feira, na sexta-feira e no sábado, de novo. E aí eu danço até me acabar, danço como se não houvesse amanhã. Acredito que é uma ótima atividade física.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">O lado bom disso tudo – e bizarro, ao mesmo tempo – é que estou ficando sem calças. Todas, sem exceção, estão caindo muito. Não dá para dar dois passos sem que as lazarentas deslizem pernas abaixo. E eu odeio usar cintos. Odeio. Porque gordo com cinto parece colchão em dia de mudança. É uma bosta. Mas terei que recorrer, pelo jeito.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Fico de cara também em reparar que nosso corpo é um belo de um safado. Perco bunda, o que já não tenho por natureza. Perco, em seguida, minhas coxas, que nem me incomodam tanto. Mas a cara continua redonda feito uma lua cheia. Mas, tudo bem, tudo ótimo. Vou ter que ter paciência com isso mesmo&#8230; E não vou desistir. Não vou. Só de raiva. E só, também, porque, apesar de toda a reclamação, agora eu me acostumei com isso de comer pouco. Não lembro de sentir fome. E antes eu morria de fome a todo momento. Ou melhor, de vontade de comer, né, porque gordo dizendo que morre de fome é sacanagem.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Agora, não. Agora eu vivo meio satisfeita, não sei. E tenho, também, tentado focar minhas atenções para outras áreas da vida além da comida. Funciona.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Por ora, eu só queria que esse mau humor sumisse e que levasse com ele todo e qualquer vestígio de TPM e de vontade de comer doce, porque estou pensando seriamente em partir para a próxima barrinha.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Queria mesmo era mamar uma lata de leite condensado. Com nutella. Com chantilly. Com morango. Com bis branco. Com Danoninho. E cereja.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Juro que reli as duas últimas linhas e salivei aqui.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Ah, mundo injusto. Ah, vida cruel.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Espero que um chá de menta com dose dupla de adoçante consiga enganar meus instintos. Ou voltarei triste, derrotada, após comer uma tonelada de porcarias.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Ah, vida cruel! Passou a vontade de doce. Troco meu reino por um pastel!</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">(Daiana Geremias)</p>
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			<media:title type="html">Daiana Geremias</media:title>
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		<title>Dublin &#8211; Parte 7: Era uma casa muito engraçada</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/10/23/dublin-parte-6-era-uma-casa-muito-engracada/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 22:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro: No atual momento, ouço What a wonderful world. Segundo: Depois de bater meu recorde de um mês sem chocolate, estou sentimental. Terceiro: Acho que estou ficando doente, o que me dá surtos sentimentalóides também. Quarto: Às vezes, tudo o que mais quero é voltar para o Brasil. E hoje não é, definitivamente, um desses [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=920&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Primeiro: No atual momento, ouço What a wonderful world. Segundo: Depois de bater meu recorde de um mês sem chocolate, estou sentimental. Terceiro: Acho que estou ficando doente, o que me dá surtos sentimentalóides também. Quarto: Às vezes, tudo o que mais quero é voltar para o Brasil. E hoje não é, definitivamente, um desses dias.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Na última quarta-feira, dia aliás, histórico aqui em Dublin para todos os moradores da casa por motivos que só nós sabemos e saberemos, meu amado Fernando me pediu: Ô, Dai, você podia escrever um texto sobre mim, né? E eu respondi: Você dá um livro, piá.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Desde então, fiquei pensando nisso de escrever a respeito de alguém. E agora, com essa música tocando, esse fim de domingo, a chuva lá fora, o frio aqui dentro, resolvo olhar para os cantos dessa sala. E por um motivo que nem sei, comecei a lembrar de como eram as coisas no começo, naquela primeira semana em Dublin, o medo, o desespero, a saudade absurda de casa, a vontade de voltar correndo abraçar minha mãe e meus amigos&#8230; E, no final das contas, não é que deu tudo certo?</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E hoje, de uma maneira que sei que é muito estranha, eu tive saudade de Dublin, desse apartamento e dos meninos incríveis que moram comigo. Então, a pedidos, vou escrever, sim. Só que vou tentar falar de cada um de vocês, personagens mais do que fundamentais na história dos meus dias.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Ademir. Ademir é a pessoa mais excêntrica que eu conheço, no real significado da palavra. Ele é fora de centro. Ele não tá nem aí pra ninguém e ao mesmo tempo, se importa demais com todo mundo. Ele é o cara que vai usar doze tipos de correntes de uma só vez. Ele é o cidadão que fez tatuagens na própria mão, quando adolescente, com caneta bic. Ele teima em usar lentes de contato. Ele dança que é uma beleza! Ele é um sentimentalóide. Talvez quase tanto quanto eu. O moço não pode ver uma mulher linda na frente que baba, arregala os olhos e seca sem a menor vergonha. Ele faz piadas a cada dois segundos. “Ademir, me empresta um pouco de café?” “Empresto, claro. Só não dilua na água”. Ele sempre vai responder assim. É um lindo, esse menino. Foi o que mais ficou doente aqui, tadinho, pela mania de se alimentar com pão, macarrão, café, pão, macarrão, café. Ele fala com a família todo santo dia. É engraçado, porque quando ele está tagarelando com a mãe, a irmã, o pai e a sobrinha, a gente entende de onde vem essa alegria toda. Ele é o cidadão que acorda numa segunda-feira fria sorrindo e dançando. Ele toca violão lindamente e tem uma voz super interessante para cantar. Ele é apaixonado por vampiros. Ama a saga Crepúsculo. Curte até Restart, apesar de ter 28 anos. Mas ele pode, sabe? Porque ele é o mais diferente de todos. O mais cheio de temperos. Ele usa mais anéis do que eu. Cuida do cabelo e da barba com uma devoção gigantesca. É o Dimi. É o moço que conquistou e conquista a todos. E um dia eu sei que vou acordar e pensar “caramba! Que vontade de ver o Ademir com a sua pint de chá gelado andando pela casa”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/dimi.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-921" title="Dimi" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/dimi.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">O próximo da lista, que está caminhando por ordem alfabética, é um menino que me fez rir aqui só por vê-lo sentado no sofá, com seu pijama de tigrinho. Dan. Ele, que eu conheço desde 2002, eu acho. Ou 2003 ou 2004. Por aí. Ele que divide um quarto e uma cama comigo. E foi com ele que briguei e muito nos dois primeiros meses de adaptação aqui. Meu Deus, como pode? Hoje não me imagino mais nem chateada com ele. Porque, de repente, tempo é essa coisa mágica mesmo&#8230; E ele é outra figurinha que não tem como ser repetida. É teimoso feito uma mula. Usa camisetas rasgadas sem problema. Enche a parede dos quartos de mapas, bexigas, bandeirinhas, fotos, pinturas. Ele é um mosaico ambulante. Vergonha? Não tem de nada. Medo? De assalto, eu acho. Ele é livre, desapegado, independente, inteligente. Ele planeja e faz. Sem ficar com aquelas neuras de seres humanos comuns. Porque comum é o que ele não é. Dan é um anjo, eu acho, disfarçado de amigo. Acredito que ele é o responsável por muitas das minhas realizações e ousadias aqui. Ele estimula, incentiva, acredita. É um simplista. E tem no mundo, a sua pista. Apesar de saber que vamos, graças a Deus, nos ver sempre, por morarmos na mesma cidade e tal, eu sei que tanto eu quanto ele vamos ser muito diferentes depois de morarmos juntos. E vamos morrer de saudade desse tempo aqui&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/dan.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-922" title="Dan" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/dan.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Aí tem o Diego, amigo dos meninos de São Paulo. Conhecido, dizem, por Frotinha. Ele é o bombadinho da turma, em tamanho miniatura. É o famoso piá criado a leite com pêra. “Ô, Dai, como é que faz macarrão? Tem que esquentar a água primeiro? Põe sal?”. Sim, ele faz esse tipo de pergunta. Pelo menos, fazia. Agora acho que já aprendeu. Ele tem microfones nos dentes. É possível ouvi-lo falar de longe. Ele sabe toda e qualquer letra de axé e pagode. Dá medo. Mas curte também umas músicas um pouco melhores&#8230; Risos. Ele morre de preguiça de lavar louça. Um viciado em vídeos de stand up. Sempre que se arruma, antes de sair, vem perguntar se tá bonito. “Tô gato, Dai?” “Tá lindo, xuxu” “Dá pra pegar quantas hoje?” “Umas cinco, pelo menos” “Ah, então beleza” e sai rindo. É o que mora aqui há dois meses, apenas, mas o que parece morar desde o começo. É o que mais se esforça para aprender inglês. É o que chama o pai de “truta” no skype. É o moço que vai cantando pra aula. É o que não tem problemas com ninguém, eu acho. Conversa sério quando precisa conversar. Foi dele o primeiro abraço que recebi quando perdi a minha vó. E ele disse “Ô, Dai, não fica assim, eu sinto muito. Mesmo”. Ele é um querido. E eu sei que um dia vou ver algum vídeo do Fábio Porchat e lembrar dele, com um sorriso no rosto.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/di.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-923" title="Di" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/di.jpg?w=300&#038;h=226" alt="" width="300" height="226" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Fernando Russo. O menino com quem eu queria casar só para ter esse sobrenome incrível. Meu parceiro de noites em claro. Meu parceiro de truco. O menino que me fez aprender muitas gírias paulistas, nesse meio tempo. Muitas, não. Mas uma cotinha, com certeza. É o malandro. A criança grande, do sorriso sapeca. É aquele que vi ficar bravo pouquíssimas vezes. É o que fica puto quando alguém generaliza qualquer comportamento masculino. É o que anda só de meia pela casa. O que curte rimografia e o que teve muitas bandas já. É aquela criança marota que botou groselha na caixa d´água da escola. É o que já ficou preso pela calça no muro, tentando fugir da aula. É aquele que fala da vó com o mesmo carinho com o qual falo da minha. É a criatividade em pessoa. Tem gente que chama de falta de atenção, mas eles não sabem de nada. Ele é o menino que faz a dança da galinha, do ornitorrinco e sei lá mais do quê no meio da balada. Ele é o cidadão que entope toda e qualquer comida de ketchup. Ele me faz rir alto, diariamente. É o dono do olhar mais sedutor em fotos que já vi na vida. É o estabanado nato. Derruba tudo, deixa escorregar, suja, quebra, lambuza. E ri. Ele é o cara que vai fazer a cerimônia do meu casamento (hahahaha). Ele toma café às onze da noite. Viciado em café, por sinal. Ele rouba bebidas em baladas. Deu bobeira, ele bebe e sai rindo. É o manolo que conquista a mulherada, talvez por seu jeito de menino malandro, ou pela graça, ou pela beleza (porque apesar de se dizer feio, ele é lindo) ou, ainda, pela combinação de tudo. Se você vai sentar conversar com ele, prepare-se para ouvir, falar e rir. É o que geralmente acontece. Ele adora contar suas aventuras passadas. Adora fazer planos. É um excelente fotógrafo. E vai ser, um dia, uma das minhas maiores saudades. Porque morar com esse cidadão é uma das melhores coisas que me aconteceu nessa viagem.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/fer.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-924" title="Fer" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/fer.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Por último, mas não menos importante, o Leonardo. Ou Leandro, para os que curtem confundir nomes. É o menino mais sério de todos, eu acho. Sério no sentido de centrado. É um pouco emotivo, apesar de não mostrar muito isso. Quando não está muito bem, fica quieto no quarto ou sai por aí tirar fotos, belíssimas fotos, por sinal. É o melhor amigo do Fer, então dá para imaginar que se trata de um cara igualmente incrível. Ele, que tira sarro sempre do meu “leite quente”, é um menino super maduro, focado no que quer. Mas é também o cara que extravasa, de vez em quando, como todo bom ser humano. Acho que ele tem essa coisa bonita do equilíbrio, característica que admiro demais quando reconheço em alguém. É o cara que se enrola no edredom e se joga no chão da sala. É o que fica puto quando liga o boiler e alguém entra tomar banho antes dele. É dele que sempre lembrarei quando ouvir The lazy song, do Bruno Mars, porque ele chega a dançar com os macaquinhos do clipe. E, falando em música, ele curte músicas com letras impactantes. Não raras foram as vezes em que eu o ouvi falando “mano, saca só, manja essa letra”. É o dono de um sorriso perfeito, mas que raramente mostra os dentes em fotos. Outro que se diz magro demais, mas que é lindo. É o que sempre compartilha tudo e, quando você agradece, ele diz &#8220;não agradece, não. aproveita&#8221;. É o cara que tinha um carro de arrancada e a primeira pessoa que me fez ver vídeos disso na vida. É o dono de lindas histórias, que conta de uma maneira fantástica. Impossível parar de ouvir. Tem um amor gigante pelo pai, mãe e irmã. E é super amigo do cunhado. É o moço cheio de lindas tatuagens. E trocar uma ideia com ele é algo que um dia vai me fazer falta. E como vai!</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/leo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-925" title="Leo" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/leo.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E foi muito estranho tudo isso. Comecei sentindo saudade do momento que vivo agora. E terminei com mais saudade ainda. Coincidentemente, na minha playlist, começou a tocar The lazy song&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Enfim, meninos, vocês são todos incríveis. E eu sou muito feliz por ter conhecido cada um de vocês. Já vivemos muitas coisas juntos e isso vai ficar pra sempre comigo, porque nem tudo que é feito em Dublin deve morrer em Dublin. rs</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Amo vocês!</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">(Dai)</p>
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		<title>Regime de crônicas &#8211; Parte 4</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 18:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Todo gordo esconde algum segredinho de gula. Se não esconde, não é gordo. Tem gordo que guarda torresmo embaixo da cama, gordo que leva leite condensado na embalagem de condicionador quando vai para um Spa, gordo que tem amigos com filhos só para poder ir às festinhas de aniversário, gordo que rouba bolacha Trakinas da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=914&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Todo gordo esconde algum segredinho de gula. Se não esconde, não é gordo. Tem gordo que guarda torresmo embaixo da cama, gordo que leva leite condensado na embalagem de condicionador quando vai para um Spa, gordo que tem amigos com filhos só para poder ir às festinhas de aniversário, gordo que rouba bolacha Trakinas da mão do primo mais novo e sai correndo&#8230; E por aí vai. Nunca duvide da capacidade de gula de um gordo. Vai além do que qualquer assalto noturno à geladeira. Aliás, isso, para gordo, é amadorismo. Gordo quer é um frigobar ao lado da cama.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">O meu segredo é que, em algumas vezes, eu estava comendo duas fatias de pão pela manhã, quando o bom seria uma e pronto. Aí essa semana, na segunda-feira, acordei e fui tomar meu café. Uma fatia. Fui comendo devagarinho, fazendo de conta que nem tinha acordado atrasada e, opa, bastou. Uma. Só uma. Nada mais. Senti orgulho de mim e do meu estômago.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">As aulas aqui têm horários bizarros. Das 9 às 14. Almoço é para os fracos. Os irlandeses comem feito porcos no café da manhã e levam o dia sem almoçar, ou comendo um lanchinho e tal. Estou aqui para me adaptar e com isso de almoço já nem ligo mais. Que mané almoçar ao meio dia! E com essa reeducação alimentar, o importante é comer de três em três horas e tá valendo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Então eu levo uma barrinha de cereal para a aula e como, religiosamente, no horário de intervalo. E agora descobri uma coisa divina chamada salada, que é o que como quando chego em casa. Vamos a ela.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Primeiro que é sempre bom lembrar que gordo adora o visual da comida. Adora. E isso sabem bem os donos de confeitarias, padarias, churrascarias e estabelecimentos afins. Lembro que minha mãe sempre dizia “ai, filha, isso nem deve ser gostoso, eles enchem de cremes e corantes só para ficar bonito”. E, como sempre, mamãe estava certa.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Mas isso do visual ficou em minha cabeça nos últimos tempos e eu resolvi usar o fator para a minha satisfação. Rá! Bingo!</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">A primeira salada bonita a gente nunca esquece.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Fatiei uma cebola, deixei na água, para perder um pouco aquele gosto forte. Peguei dois tomates (pode ser um, depende do tamanho, os daqui são minúsculos), rúcula e mozzarela de búfala. A rúcula é legal para ajudar a enfeitar o prato: coloca a mistura do resto no meio e fica lindo. Juro. E super saboroso.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Essa última semana foi a melhor, até agora, no quesito dieta. Não estou mais nem com vontade de comer coisas gordas. É incrível. E descobrir que se pode ficar satisfeito com um prato de salada é algo que ultrapassa qualquer descrição de felicidade.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Aliás, ontem, quinta-feira, resolvi vestir aquela minha amada calça de um número menor do que o meu atual. Passou nas pernas, passou na bunda, fechou na barriga. Sensacional! A cada passada diante de um espelho, eu dava uma paradinha, olhava e sorria.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Já me sinto mais magra também, é incrível. E lembro sempre da minha mãe, que quando começa a fazer um regime, depois de dois dias, já começa a falar “ai, filha, já estou me sentindo mais magra”. Sensacional. Minha mãe é, além de tudo, uma grande inspiração. Ela é a pessoa que mais ama uma alimentação saudável que eu conheço. Sempre lembro de tudo o que ela me ensinou como mãe e técnica em alimentos. O melhor jeito de preparar os alimentos e tal. Graças a ela, acho que estou me dando bem nessa novidade. Porque eu estou me reeducando. Diariamente. Sinto vontade de comer chocolate ainda? Lógico que sinto, sou humana. Mas eu também sinto vontade de ir a Paris amanhã e nem por isso comprei minhas passagens. Uma coisa que gordo precisa aprender é: Você não deve satisfazer sempre as suas vontades. Porque isso é um erro gigante, quando o assunto é comida.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">A gente precisa aprender a satisfazer nossas necessidades. As maçãs, por exemplo, têm componentes que ajudam nosso sistema nervoso, pele, aparelho digestivo e até a fortificação do cabelo. Isso sem falar no benefício para ossos e dentes. É ótima também para quem tem colesterol alto.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E ler a respeito desses benefícios é algo que tem me ajudado muito. Porque, de uma maneira muito estranha, comecei a me preocupar com isso. E já não era sem tempo!</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Há quatro semanas de dieta, só posso falar coisas boas. Quis chorar, sofrer, comer chocolate, tomar refrigerante. Tive medo da TPM, mas passei por ela sem problema algum. Porque gordo em TPM consegue se superar. É vontade de doce, salgado, azedo. Vontade de fritura, refrigerante, milk shake. Uma desgraça. E daí sempre completa “fico inchada na TPM”. É, pode até ficar inchada, mas a comilança excessiva é um fator que contribui para isso, colega. Admita.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Conseguir passar por quatro semanas de reeducação é um dos meus grandes feitos. De toda a vida. Sabe aquilo de “você tem que ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro”? Pois é. Eu acrescento “E aprender a comer direito”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Agora me falta o filho, que pode esperar mais alguns bons anos e o livro, que talvez surja a partir do meu quarto item.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">O melhor dessa semana foi ouvir meu flatmate Leonardo me falar “nossa, Dai, já dá pra ver que você está mais magra, essa calça não era larga assim”. E taí outra vantagem: Quando alguém além de você repara na sua mudança. Melhor, mil vezes melhor, do que qualquer almoço em uma churrascaria.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Que venham os outros meses! E que vão embora esses quilos que ainda faltam. Não tenho pressa nem vou desanimar. Emagrecer é como se apaixonar. Só que por você mesmo.</p>
<div id="attachment_915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/p1020559.jpg"><img class="size-medium wp-image-915" title="P1020559" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/p1020559.jpg?w=300&#038;h=269" alt="" width="300" height="269" /></a><p class="wp-caption-text">Minha salada, meu almoço.</p></div>
<p align="JUSTIFY">(Daiana Geremias)</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Três noites, quatro dias e uma Londres</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/10/15/tres-noites-quatro-dias-e-uma-londres/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 19:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma vez, há quase dois anos, eu e meus amigos planejamos uma viagem ao Rio de Janeiro, para a virada do ano, em dois dias. E fomos. Sem dinheiro, sem lugar para ficar, sem nada. Foi uma das coisas mais incríveis que já fiz na vida. E quando uma amiga minha me chamou para ir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=900&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Uma vez, há quase dois anos, eu e meus amigos planejamos uma viagem ao Rio de Janeiro, para a virada do ano, em dois dias. E fomos. Sem dinheiro, sem lugar para ficar, sem nada. Foi uma das coisas mais incríveis que já fiz na vida.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E quando uma amiga minha me chamou para ir para Londres, no final do mês passado, lembrei dessa viagem ao Rio. E pensei “por que não?”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Há apenas 1 hora de Dublin, Londres é a o lugar mais mágico que já conheci. A imensidão daquelas ruas se mistura com uma sensação absurda de calma e aconchego. Errar o caminho mais óbvio, que nos levaria da estação de metrô até nosso hostel, era divertido. Andar sem saber aonde chegaríamos. Os ônibus vermelhos, os táxis pretos, muito vento. E comigo, da maneira mais intensa que já senti, meu melhor amigo, apaixonado por aquela cidade.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">O primeiro dia é sempre o mais cansativo, curioso, assustado, idiota. Nosso hostel ficava numa região central chamada Victoria. E por ali andamos, tomamos uma cerveja, tiramos as primeiras fotos, tivemos as primeiras impressões. Liguei para a minha mãe “Mãe, tou em Londres, meu crédito vai acabar, aqui é o lugar mais lindo do mundo, tudo imenso, poético, perfeito. Te amo e sinto saudade”. Depois, como não podia faltar, liguei para ele “Emer, eu tou aqui, tomando uma cerveja em Londres e pensando em você e queria q”&#8230; Tu tu tu&#8230; Lá se foram meus créditos. Momento que eu praguejei e quis chorar de raiva e depois pensei “Falei com as duas pessoas que precisava falar. Tá perfeito”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Quarto de hostel é sempre uma aventura. A gente não sabe com quem vai dormir, a gente não faz ideia se alguém vai nos matar ou simplesmente sair correndo com nossos pertences. E quem me conhece sabe que eu adoro esse tipo de aventura. Não sou de escalar montanhas, pular cerca, atravessar um oceano a nado ou comer olhos de cabras. Mas com relação a esse tipo de aventura, eu quero é ter uma carteirinha, um dia. Simplesmente adoro.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Acordamos cedo no dia seguinte e saímos, ainda sem saber qual seria o destino. Eu queria ir ao museu do Sherlock Holmes, aquele detetive que me encantou desde a infância com suas aventuras e grandes descobertas na famosa Baker Street. E para lá fomos nós.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">O metrô funciona de maneira incrível. É possível conseguir mapinhas das linhas, distribuídos gratuitamente em quase todas as estações. E aí você percebe a grandeza da coisa. E, da mesma maneira, a forma inteligente e simples de se entender naquilo tudo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Chegando à estação de Baker Street – e já com um mapa da cidade em mãos – nos separamos: Eu fui ao museu do Sherlock e minha amiga foi ao Madame Tussauds, os dois ficam super perto um do outro. Acontece que o Madame Tussauds tem uma fila quilométrica (parece que sempre) e a visitação demora cerca de 1h30. Combinamos de nos encontrar ali em frente à estação duas horas depois.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Enquanto isso, fui ao museu. E fiquei encantadíssima. Novamente aquela sensação incrível de proximidade com o meu melhor amigo, que esteve ali, naquele mesmo lugar, no começo do ano. Era impossível subir cada degrau sem um riso na cara. E foi como eu fiquei durante o tempo em que estive lá: sorrindo. E aproveitando para ler cada informação e tirar milhões de fotos daquela casa incrível.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Não preciso nem dizer que saí de lá e minha amiga nem tinha entrado no Madame Tussauds ainda. Então eu fui tomar um chá, já que estava na cidade mais que perfeita para isso. E permaneci sentada, do lado de fora, por um bom tempo, admirando aquelas ruas, as pessoas, os carros, respirando aquele ar. E, de repente, resolvi andar para ver aonde iria parar.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Numa das ruas, vejo um aglomerado de pessoas, fotógrafos, jornalistas. Pergunto a um casal que por ali passava. Não sabiam de nada. Como eu, eram turistas. Aí fui até os fotógrafos, que com certeza sabiam o que estavam esperando. Nada a respeito do diálogo importa tanto quanto o nome que ouvi: Paul McCartney. Era o casamento dele, naquele dia, que, por sinal, era aniversário de John Lennon.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Eu não conseguia acreditar naquilo! Vibrei, senti meu coração disparar e não tive alternativas a não ser correr para o meio da multidão que esperava por ele. Lá, comecei a conversar com uma senhorinha extremamente simpática. Ela me contou que viu vários shows dos Beatles, na época, e que aquela era a melhor banda do mundo. O que fazer além de concordar? E então ela me contou a respeito dos autógrafos que tem (sim, ela tem autógrafos) e das fotos. Pelo jeito, é uma tiete de longa data. Perguntei a ela que horas Paul deveria chegar ali. Ela me disse que provavelmente às 13, ou seja, em mais ou menos 20 minutos. Fiquei ali, com minha câmera em mãos e meu coração no pescoço.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De repente, minha amiga me manda uma mensagem, dizendo estar em frente à estação de metrô, que ficava há mais ou menos quatro quadras dali. Meu crédito tinha acabado! Eu não podia pedir que ela viesse até mim. E não podia deixá-la esperando lá, sozinha. Corri. Meu Deus, como corri. E, assim que ela me viu, só fiz sinal para que ela me seguisse. Voltei para frente da Westminster Council House. E lá ficamos por mais 2 horas e meia. E nada do Paul. Comecei a ficar nervosa&#8230; Meus pés doíam, eu estava com sede e essa minha amiga queria ir a Notting Hill. Falei para que ela fosse, nos encontraríamos lá. Eu não iria sair dali por nada. De repente, uma muvuca imensa. Achei que fosse o Paul. Mas, não. Era um ilustre convidado. Ringo Starr. A multidão foi à loucura. Milhares de fotos, gritos e uma emoção fora do que qualquer palavra possa descrever. Cerca de meia hora depois, chegou o Paul. Simpático, lindo, maravilhoso. Gritei da mesma forma que aquela senhorinha ao meu lado. E consegui uma das minhas fotos preferidas de toda a viagem.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Porque turista tem essa coisa incrível de gostar de sair sem saber exatamente o destino. E, às vezes, acabamos em lugares e situações incríveis.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Depois disso tudo, eu nem me importava mais para aonde iria. Sério. Parecia que eu estava flutuando. Nada mais importava. E então fomos para Notting Hill, onde andamos e conhecemos um pouco de um dos bairros mais famosos e ricos da encantadora Londres. Lá, inclusive, conheci o condomínio residencial mais luxuoso que já vi na vida. Eram mansões, quase castelos, uma ao lado do outra, numa rua encantadora, quase sem carro algum, com árvores dos dois lados e aquelas folhas secas de outono, no chão. Mágico.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De lá, fomos para o Palácio de Kensington e Regent&#8217;s Park. Mais uma vez, um presente a qualquer olhar. E sentar naqueles gramados foi terapêutico. Ao lado de um lago com cisnes e patos, ao lado de árvores com esquilos e sob um céu cheio de andorinhas. Isso tudo depois de ter visto Paul e Ringo. Eu não cabia em mim de tanta felicidade.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E o dia terminou em London Tower e Tower Bridge. A ponte, aliás, que levanta, é uma das coisas mais lindas de Londres. Meu cenário favorito, acredito. Não sei nem explicar os motivos, mas eu simplesmente amei aquele lugar. E, depois de atravessar a ponte e tirar muitas fotos, sentamos para observá-la com aquela iluminação noturna encantadora. De repente, uma sirene absurdamente alta. Pensei que era uma ambulância ou algo do gênero. Olhei para os lados e vi que todos os carros estavam parados. As pessoas que estavam atravessando a ponte correram e então eu entendi: ela iria subir e dar passagem a algum barco. Foi exatamente o que aconteceu. E eu filmei tudo. É muito rápido. Ela se levanta, o barco passa, ela abaixa e os carros e pedestres voltam a passar por ela, normalmente.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Muitas pessoas querem ver isso e não têm como saber quando é que a ponte vai levantar. Eu simplesmente vi. Sem esperar. Dia de sorte. É como eu defino o último domingo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">No dia seguinte, pela manhã, vimos a Troca da Guarda. Eu não fazia ideia do número de pessoas que estariam ali, paradas diante do Palácio de Buckingham. E o momento é grandioso, cheio de pompa. Os soldados chegam pelo lado de fora, marchando. É lindo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Subi nos portões do Palácio, para poder ver bem.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">London Eye. A dita experiência 4D é incrível. Vale muito a pena. Depois, a roda gigante. Meu Deus, que incrível foi ver aquela cidade de cima. Para ajudar, fazia um lindo e frio dia de sol. O Tâmisa refletia aquela luz toda e me fez conseguir fazer boas fotos também. Se estiver ou for para Londres, não deixe de conhecer a London Eye.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Depois, Camden Town, bairro da incrível Amy Winehouse. O lugar é todo alternativo, com expressões artísticas em todos os cantos possíveis, mercados de rua, muita gente, muita música. A todo momento.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De lá, fomos para Piccadilly Circus. Era noite quando chegamos, então pudemos ver aqueles letreiros famosos. Foi lindo. E ali eu sentei, numa escadinha de frente para o prédio mais famoso, e fiquei pensando na vida por um bom tempo. Dos momentos, esse foi um dos meus favoritos. Gosto muito de conseguir absorver o que a situação oferece. E sinto como se só ali eu tivesse entendido que estava, de fato, em Londres. Porque a gente tem uma dificuldade em acreditar nessas coisas, quando as espera por muito tempo. Tenho até medo de pensar em como será com Paris&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De lá, voltamos à região do Big Ben, para vermos ele à noite. Parece que Londres é outra cidade depois que anoitece. E é incrível ver essa diferença. Não há como saber o que é mais bonito: dia ou noite. Ambos têm uma beleza diferente e igualmente encantadora.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E voltar para Dublin foi estranho. Uma vontade de passar mais um mês em Londres. Aliás, acho que deve ser o mínimo de tempo necessário para conhecer a cidade toda, com calma e cuidado que ela merece.</p>
<p align="JUSTIFY">Uma vez, eu uma amiga planejamos uma viagem para Londres. Sem dinheiro, sem conhecer rua alguma de lá, sem nada. Foi uma das coisas mais incríveis que já fiz na vida.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">(Daiana Geremias)</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/p1020029.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-903" title="Paul" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/p1020029.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/p1020450.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-904" title="" src="http://universoparalego.files.wordpress.com/2011/10/p1020450.jpg?w=300&#038;h=146" alt="" width="300" height="146" /></a></p>
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	</item>
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		<title>Regime de crônicas &#8211; Parte 3</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/10/14/regime-de-cronicas-parte-3/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 10:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Terceira semana de dieta. Já fui a Londres e já voltei. Cidade incrível, lugares e momentos inesquecíveis. E, comigo, uma amiga que realmente gosta de comer. E que falava de comida a cada cinco minutos. Porque o universo tem uma coisa chamada sacanagem cármica, um termo que acabei de inventar para definir o que acontece, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=896&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Terceira semana de dieta. Já fui a Londres e já voltei. Cidade incrível, lugares e momentos inesquecíveis. E, comigo, uma amiga que realmente gosta de comer. E que falava de comida a cada cinco minutos. Porque o universo tem uma coisa chamada sacanagem cármica, um termo que acabei de inventar para definir o que acontece, às vezes, com todo ser humano de bem que tenta fazer dieta: Você vai ser testado mais do que possa imaginar. Não basta querer emagrecer e fechar a boca. Não é simples! Você vai ter que sofrer, resistir, penar e passar por situações complicadas. Talvez isso seja para valer mais a pena, no final das contas. Ou não.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Essa minha amiga falava de chocolates, jujubas, churrasco e coisas do gênero. É como quando você está apaixonada por um cara, quer esquecê-lo e um amigo em comum não deixa de falar dele. Mata você por dentro.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Quebrei a dieta em Londres. Calma. Não me apedrejem. De errado eu comi alguns mini pedacinhos de brownie e um café inglês, que resolvi experimentar. Vale dizer que passei mal e devolvi o que havia comido, algum tempo depois.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De resto, sanduíches naturais. Água e tal.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De volta em Dublin, continuei com minha programação magra. Voltei ao mercado e reabasteci minha geladeira e meus armários. O de sempre: Frutas, verduras, queijo branco, atum, barrinha de cereal&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Sinto uma vontade imensa de comer arroz, feijão, bife, batata frita e tomate. É injusto, né? E aí temos, novamente, a sacanagem cármica. Noite passada sonhei que tinha comprado uma caixa gigante de chocolate. Acordei nervosa. Nosso inconsciente é um danado e faz de tudo para tentar nos tirar do eixo. Não vai dar certo, inconsciente. Você que fique aí mostrando as minhas vontades reprimidas. Não ligo. Vamos ver quem vence. Vai chegar o dia em que sonharei com um belo prato de alface, frango desfiado, tomate seco e croutons.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Ontem fui à casa de um amigo. Há algum tempo, ele tinha comentado comigo a respeito de uma balança dessas de banheiro. Cheguei já pedindo para me pesar. “Sai de perto de mim, Vandré, que meu peso é segredo”. Subi na dita cuja. Aquele frio na barriga, aquele medo de ter engordado ou não saído do peso anterior. Calafrios. Pensei em sair daquele negócio e fingir que nada estava acontecendo. Pensei em subir só com um pé e apoiar meu corpo contra a parede. Pensei até em tirar meu tênis, a roupa, os brincos, o esmalte das unhas. Mas, não. Encarei o medo e lá estava: três lindos quilos a menos.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E emagrecer é uma coisa estranha. É lindo, poético, vitorioso, mas é estranho, de certa forma. Porque a gente pensa em comemorar. E como é que gordo comemora? Comendo, lógico.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E eu sempre comemorei qualquer peso perdido com uma barra de chocolate. Por mais ridículo que isso seja, é um ritual que sempre me acompanhou. Eu fazia dieta por um mês, emagrecia e corria comprar o chocolatinho da recompensa.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Isso não existe! Não é certo. Nem sensato. Nem bonito.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">É como se um alcoólico comemorasse um mês de sobriedade com uma garrafa de Jack Daniel&#8217;s. Não faz sentido.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Então eu não comemorei com chocolate. Postei no meu Facebook, para que as pessoas soubessem, curtissem e tivessem inveja.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Uma coisa que me assusta é como o tempo passa. Lembro de quando ainda comia de maneira errada, lembro do medo que senti ao ir ao mercado com a finalidade de voltar para casa com alface, maçã e tomates. Lembro da sensação de vestir as calças que agora estão mais largas. Apertavam na barriga, as lazarentas. Agora, não.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E isso tudo em apenas três semanas, meu povo!</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">A gente sempre espera emagrecer toneladas de maneira rápida. E hoje eu sei: bom é ir aos poucos, devagarinho, fazendo charme.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De repente, já são três semanas e três quilos a menos.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Logo serão dois, três meses.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">E quando você percebe que pode ficar satisfeita com uma salada de atum, seu mundo vai rodar de forma diferente.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Gula é uma sacanagem genética que faz com que alguns seres humanos encontrem na comida um prazer inenarrável. E, quando não podemos mudar alguma coisa, devemos nos adaptar. É o que faço diariamente: adapto-me. Funciona, é saudável e vai ajudar você a se sentir bonito.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">A pergunta é: Por que é que não tentei isso antes? Não sei. Mas estou realmente feliz por tentar agora.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">(Daiana Geremias)</p>
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		<title>Regime de crônicas &#8211; Parte 2</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/10/07/887/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 19:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo gordo que se preze questiona a genética alheia. Eu, diariamente, pergunto como é que dois dos meninos que moram comigo comem feito condenados e não engordam. Nada. Aí você vai ver lá na família dos bonitões: todo mundo magro. A minha família, não. Todos lindamente gordinhos. Risos. Falando em família, há quase uma semana, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=887&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Todo gordo que se preze questiona a genética alheia. Eu, diariamente, pergunto como é que dois dos meninos que moram comigo comem feito condenados e não engordam. Nada. Aí você vai ver lá na família dos bonitões: todo mundo magro. A minha família, não. Todos lindamente gordinhos. Risos.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Falando em família, há quase uma semana, perdi uma das pessoas que mais amo no mundo. Minha Helena, linda, loura de olhos azuis, foi embora e agora me vê lá de cima.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">A tristeza dos primeiros dias foi tanta que me vi diante de um grande problema: A comida. Sim, porque gordo não come só porque comida é gostosa ou só porque está feliz ou só porque não pode desperdiçar. Gordo come, também, quando está deprimido. Ao contrário de gente magra, claro, que simplesmente perde o apetite. Taí outra grande injustiça, seguida da genética.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Aí não tem jeito&#8230; É um esforço que vai além de qualquer começo de dieta. Pensei em me jogar numa pizza acompanhada de chocolate e refrigerante. Juro que pensei. Pensei, inclusive, em voltar a comprar os pãezinhos de alho e aqueles divinos croquetes de batata. Com muita maionese. Mas aí tive um insight: Sair do regime seria aumentar a tristeza, não compensá-la.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Apesar da minha luta emocional para não desistir, minha cabeça pedia por algo doce. E então eu recorri à barrinha de cereal. É doce. É relativamente saudável. Não é tão calórico. Funcionou.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Hoje essa história de dieta nova completa duas semanas. Uma vez li em algum lugar que nosso corpo precisa de 21 dias para se acostumar com um novo hábito. E isso vale para dietas, exercícios físicos e tal. Se é verdade ou não, eu não sei. Mas finjo acreditar piamente nessa história. Funciona como uma espécie de estímulo placebo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">De resto, tudo vai bem, obrigada.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Acordo, como um pãozinho integral, um suquinho de laranja. Três horas depois, uma fruta. Mais três horas, uma saladinha com atum ou algo do gênero. E assim os dias vão passando e, apesar desses apenas 14 dias, aquela calça apertada começa a não ficar tão apertada assim. Não há Kinder Bueno que seja melhor do que isso.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Amanhã viajo para Londres. Aí, sim, vai ser difícil não comer porcarias em tempo integral. Mas vou dar um jeito&#8230; Até porque o orçamento é curtíssimo. Outra coisa boa para quem quer emagrecer é pensar que comer coisas gordas custa caro. Todo gordo é um pouco mão de vaca. Sim, porque engordar é poupar energia. Acredito realmente que isso de poupar afete outros setores da vida de um gordo, inclusive o financeiro.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">O ponto chave é descobrir alguns segredinhos que nos façam pensar duas vezes antes de colocar tudo a perder.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">À medida em que o tempo passa, minha tristeza vai ficando menor. E, aqui dentro de mim, há uma saudade infinita, que é bonita, não triste. E isso eu descobri sem a ajuda de qualquer barra de chocolate.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Aliás, doces foram as pessoas que me apoiaram na última semana. Trouxeram calma, carinho, amizade, cumplicidade. Desse tipo de doçura eu não recomendo dieta. Pelo contrário: De amor e amizade, eu quero é fartura, exagero e mesa cheia.</p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">(Daiana Geremias)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/universoparalego.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/universoparalego.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/universoparalego.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/universoparalego.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/universoparalego.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/universoparalego.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/universoparalego.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/universoparalego.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/universoparalego.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/universoparalego.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/universoparalego.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/universoparalego.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/universoparalego.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/universoparalego.wordpress.com/887/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=887&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O anjo mais velho</title>
		<link>http://universoparalego.wordpress.com/2011/10/02/o-anjo-mais-velho/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 18:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daiana Geremias</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[É como se uma parte de mim fosse tirada de sopetão, sem anestesia. Quando eu lhe disse tchau, você estava dormindo. E agora eu sei que não vou poder te dizer oi de novo. A vida tem dessas coisas&#8230; Eu ainda não aprendi a lidar com perdas. Sou egoísta e quero sempre comigo aqueles que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=universoparalego.wordpress.com&amp;blog=8133580&amp;post=883&amp;subd=universoparalego&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">É como se uma parte de mim fosse tirada de sopetão, sem anestesia. Quando eu lhe disse tchau, você estava dormindo. E agora eu sei que não vou poder te dizer oi de novo. A vida tem dessas coisas&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Eu ainda não aprendi a lidar com perdas. Sou egoísta e quero sempre comigo aqueles que mais amo. Porque meu mundo são as pessoas que estão comigo. Valem mais do que qualquer diamante de mil quilates.</p>
<p align="JUSTIFY">E você é a minha pequenina. É. Em tempo presente. Jamais será passado.</p>
<p align="JUSTIFY">Você é a vó mais incrível que eu podia ter tido. E eu sei que a mãe lhe deu esse recado naquela noite. E eu sei que você ouviu.</p>
<p align="JUSTIFY">Você é o melhor presente que eu, meus irmãos e minha mãe tivemos. Nesses anos todos, morando conosco, eu aprendi tanta coisa sobre você, vó. E aprendi sobre a vida. Sobre amor. Sobre fé.</p>
<p align="JUSTIFY">Apesar desse golpe forte que a vida lhe deu, fazendo com que suas memórias fossem embora e com que a sua velhice se tornasse um tipo de infância, você nunca esqueceu o mais importante da vida: o amor. E esse amor foi direcionado àquela bonequinha, da qual você cuidou nos últimos sete anos, como se fosse um membro da família. E só porque você quis assim, foi exatamente o que aconteceu. Sempre a cobrindo de beijos e abraços. Sempre com ela em seus braços.</p>
<p align="JUSTIFY">Se isso não é amor, eu não sei o que o amor é.</p>
<p align="JUSTIFY">Uns dias antes da minha viagem, você disse que me amava. Lembra? “Eu amo você, vó”, eu disse, baixinho, no seu ouvido. E você respondeu “eu também”. E, em seguida, me deu um beijo no rosto.</p>
<p align="JUSTIFY">Eu e minha mãe éramos pessoas completamente diferentes das que somos agora, depois de ter a experiência maravilhosa de viver contigo. Foi difícil, como tudo na vida que mais vale a pena. Mas ver o seu sorriso é uma coisa que compensa qualquer esforço. Então, no final das contas, talvez nem tenha sido um esforço. Mas um presente. A nós mesmas.</p>
<p align="JUSTIFY">A minha vontade agora é a de entrar no primeiro avião e voltar. Que ideia estúpida essa minha de estudar longe&#8230; Logo agora.</p>
<p align="JUSTIFY">Mas eu sei que não posso, vó. Talvez nem dê tempo.</p>
<p align="JUSTIFY">E eu espero que você me perdoe por isso.</p>
<p align="JUSTIFY">Eu me considero feliz por todos os dias em que passei ao seu lado. E foram tantos&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">A gente já fez tanta coisa, vó&#8230; Já rimos e choramos. A senhora já me contou as suas mais bonitas histórias&#8230; Já brigou comigo. Já me deu abraços e beijos.</p>
<p align="JUSTIFY">Aquele meu aniversário, de 21 anos, vai ser sempre o meu favorito. Porque era cedo quando eu lhe disse “vó, hoje é meu aniversário”. E a senhora começou a cantar o “parabéns pra você”. E eu chorei&#8230; Muito. E você me disse “não chora, você é bonita&#8230;”. E eu falei “vó, eu amo você”. “Eu amo você também”, foi a sua resposta.</p>
<p align="JUSTIFY">Você é a minha cabritinha, a minha pequenina, a minha Geremias, a minha boneca. E sempre vai ser. O seu lugar no meu coração vai sempre lhe pertencer. Viver com você foi um dos melhores presentes que já recebi e, por isso, devo agradecer a Deus também.</p>
<p align="JUSTIFY">Mas agora a senhora está cansada, eu sei.</p>
<p align="JUSTIFY">Agora uma multidão de anjos espera pela sua companhia, ao lado daquele Deus que a senhora me ajudou a acreditar que existe. Ao lado do vô Theodoro.</p>
<p align="JUSTIFY">Talvez não poder estar ao seu lado no seu último momento é a dor maior que já senti na vida. Pensei em brigar com Deus, até. Mas, no fundo, Ele sempre sabe o que faz.</p>
<p align="JUSTIFY">Obrigada, minha Helena, por esses 86 lindos anos de vida. Obrigada por me deixar estar presente em 24 deles. Obrigada por cada beijo, sorriso, abraço. Obrigada por me fazer companhia. Obrigada por me ensinar o valor que tem uma família. Obrigada por ter sido a melhor vó do mundo. Aliás, esse título será sempre seu, minha pequena.</p>
<p align="JUSTIFY">Meu amor por você é eterno, assim como a senhora, eterna, sempre, aqui em meu coração.</p>
<p align="JUSTIFY">Vai com Deus, minha vó.</p>
<p align="JUSTIFY">Vou sentir falta de ouvir o seu “dindobre”. E acaba comigo saber que não ouvirei mais o seu “tié manhã”.</p>
<p align="JUSTIFY">Vou ter que aprender a lidar com essa dor, vó. E taí mais uma coisa que a senhora vai me ensinar. Talvez uma das mais valiosas.</p>
<p align="JUSTIFY">Eu te amo, minha pequena. E você me ensinou: amor é para sempre.</p>
<p align="JUSTIFY">(Daianinha)</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://universoparalego.wordpress.com/2011/10/02/o-anjo-mais-velho/"><img src="http://img.youtube.com/vi/5C2rvz3R8QE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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